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No voo livre perdemos alguns amigos devido a síndrome do piloto avançado. Nunca podem abaixar a guarda no nosso esporte. No MMA isso pode levar ao nocaute, já no voo livre...

SÍNDROME DO PILOTO AVANÇADO E O ARQUÉTIPO DO HERÓI
Texto: Glauco Cavalcanti

Síndrome do piloto avançado: o medo quando controlado ajuda, em excesso atrapalha e sua ausência completa conduz à ruína. Foi isso que vimos na luta de Anderson Silva contra Weidman. A síndrome do piloto avançado. Existe um momento que o atleta de ponta começa a se achar invencível, suas conquistas alimentam o ego e modificam a visão da realidade. Nossa mente como o próprio nome diz MENTE. Nossa mente mentirosa desmistifica o adversário e com isso abaixamos a guarda literalmente. Estamos tão confiantes e seguros que menosprezamos o risco. Perdemos o medo. O Anderson perdeu o medo. Ficava cara a cara com os lutadores mais perigosos do mundo de guarda baixa. Mas se engana quem acha que a história acabou por aí. O melhor está por vir.

Arquétipo do herói: todo herói para ser herói tem que cair. Se observar todos os heróis tem uma história muito parecida. O herói é aquele que veio do nada, um estranho, um desconhecido, alguém que surgiu por algum propósito. Este é Anderson, um menino pobre que faz alguns anos ninguém conhecia. Ele começa a ganhar espaço na vida e na mente das pessoas. Todos o amam. Todos o respeitam. Todos o aplaudem. Ele é um fenômeno. Mas para virar herói de verdade ele deve cair. Em algum momento da sua trajetória ele sucumbe. A criptonita lhe faz perder as forças. Ele fica vulnerável. O homem aranha vira vilão. Todo herói cai. É vaiado. É odiado. Todo herói cai.

Mas aí vem o grande final. O ultimo ato da peça da vida, afinal a vida imita a arte. Todo herói no final se levanta e dá a volta por cima. Porque ele se supera, ele busca forças nas trevas para reerguer e voltar a luz. A águia em certo momento da vida perde as penas, quebra seu bico na pedra, fica frágil e sem penas. Na sua caverna ela pensa que vai morrer, que vai sucumbir. Mas no final das contas não importa quantas vezes você cai e sim quantas vezes se levanta. No final a águia cria novas penas, deixa o bico crescer, olha para o sol (a luz) e decola rumo ao triunfo. Volta para o céu fortalecida. E o povo no fundo quer ver o herói de volta triunfante. Vencedor. Todos nós caímos ao longo da vida e temos que superar os momentos ruins. O herói nos representa e por isso o povo se identifica com o herói. Anderson Silva é um ícone no mundo das artes marciais. Caiu fruto da síndrome do piloto avançado. Seu ego o derrubou. Não foi o soco de Weidman que o derrubou. Foi seu ego.

Mas como todo herói ele vai se reerguer. Vai voltar a lutar e vencerá. Porque isso é o que o fará um herói. Anderson Silva é hoje um ícone mas não um herói. Para se tornar herói ele precisou cair. E Dana White que é o dono do UFC e mago do Marketing conhece o arquétipo do herói. Não perderá esta chance de fazer mais dinheiro. A história já foi contado milhares de vezes enquanto o mundo é mundo. Ele vai apenas colocar um tempero especial na formula do sucesso. Em alguns meses veremos a volta do "Spider", apelido dado a Anderson Silva. Um homem que fez do octagon sua morada e de sua vida uma história a ser contada.

Desejo ao Anderson muita concentração, determinação e esforço. Por
ser um brasileiro não desistirá JAMAIS e saberá com sabedoria tornar-se herói. O Brasil precisa de pessoas guerreiras e que sabem superar os momentos difíceis.

Neste momento humildade é a chave do sucesso e determinação o ingrediente necessário para fazer acontecer.

 

Glauco Cavalcanti

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