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Aerologia de São Conrado (Por Marcelo Rambo) PDF Imprimir Envie este artigo para um amigo

As condições em São Conrado são bastante previsíveis.

É possível visualizar o ventão E/NE, na camada de 0 a 400 m, antes que este chegue na bacia de São Conrado. Isto é feito observando-se o mar na direção do Arpoador e da Ilha Rasa (a do farol). A superfície do mar começa a ficar encrespada e observa-se os carneirinhos desde o Arpoador. Normalmente o ventão demora +/- 10 minutos para pipocar em São Conrado, tempo suficiente para sair da roubada, basta estar ligado no vôo e no que acontece ao seu redor.

A aceleração do vento na camada acima de 400 m ( aquela que joga a galera no rotor da Gávea), normalmente é anunciada pela formação de nuvens stratus ou stratus-cumulus sobre o mar em frente à Ipanema e Leblon. 
O aumento da velocidade do vento nestas duas camadas pode não acontecer ao mesmo tempo, bem como pode vir de cima para baixo ou vice-versa. Nos dias em que dá Gávea desde cedo de E/NE (a partir de 10:00 solar) é quase certo que a partir do meio-dia o vento engrosse e depois das 14:00 fique "invoável". Quanto mais próximo se voa da Pedra da Gávea, maior é a velocidade do vento devido ao efeito Venturi. 
Nos dias de vento mais forte, nunca voe atras de uma linha imaginária, perpendicular ao litoral e que tangencie a encosta E da Gávea.

É uma boa precaução para não andar de ré sobre o túnel e/ou não cair no rotor da Gávea. Nos dias de Nordestão, a velocidade do vento acelera bastante junto ao paredão S da Gávea, principalmente abaixo do seu topo. 
O rotor da Gávea é MUITO forte,a esteira de turbulência se estende por mais de 2 Km (aproximadamente 3X sua altura), num setor que se inicia entre o Clube Costa-Brava e o Quebra-Mar indo até o Itanhangá.

São descendentes de -10m/seg, além de se pousar na Praia da Barra com vento bem mais forte do que em São Conrado, andando de ré sofrendo os efeitos dos rotores formados pelos prédios da Sernambetiba. Já passei por isso (92) e fui arrastado na areia como um saco de papel em direção à arrebentação. O vento NE na Barra sopra inclinado mar a dentro, principalmente a partir do Pepê. Até prova em contrário, eu pretendo adotar os seguintes procedimentos para evitar situações de emergência:

1. Prenúncio de ventão, não voar.

2. Aumento do vento durante o vôo (sem indícios antecipados). Em caso de atmosfera não turbulenta usar o acelerador para aumentar a velocidade do parapente com melhor performance. Para aumentar velocidade do parapente com maior taxa de afundamento, acelerar com orelhas.

3. Roubada completa próximo ao relevo (mata), arborizar de nariz para o vento. Se tiver que optar entre pedras e a água, pouso na água com vento de nariz, liberando os tirantes da select antes de cair na água.

4. Não consigo mais penetrar contra o vento sobre ou ao lado da Gávea, derivo em direção ao mar, afastando-me do paredão S, coloco vento de cauda e preparo-me para cair na pororoca da Gávea, em caso de descontrole total da vela no rotor, reserva. 5. Com ventão, stol de B e espirais estão fora de questão.

Bons vôos, com segurança.

Marcelo Rambo.

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